quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Diversidade Sexual nos quadrinhos \o/


Sujeito a mudanças

Ela é loira, morena ou ruiva. Tem olhos, castanhos, verdes ou azuis e um corpinho que qualquer um/uma daria tu-do para ter e se chama Hugo. 
O estudante de psicologia Hugo, criado pelo cartunista Laerte, sofre uma transformação e encarna a crossdesser Muriel. Mas que coisa é essa de crossdesser? É o termo pelo qual as pessoas que curtem se vestir como o sexo oposto são chamadas.
Contudo não quer dizer, necessariamente, que um homem que goste de se vestir como mulher seja homossexual. O crossdesser pode ser muito “macho”, ter filhos, ser mecânico, advogado, cabeleireiro ou cartunista, como o próprio Laerte que também é crossdesser, ou seja, não tem nada a ver com a orientação sexual ou classe social.
Hugo e Muriel têm personalidades distintas. Enquanto o estudante  tenta entender as mudanças pelas quais está passando em meio à maquiagem, perucas e salto alto, Muriel se esbalda em festinhas e gasta todo salário em roupas e acessórios. A tira aborda assuntos como o preconceito, violência contra homossexuais e a descoberta do mundo transex.




Purpurina e quadrinhos

Autores brasileiros de quadrinhos alternativos já trabalham com o tema da homossexualidade como composição para seus personagens há tempos. É o caso de Angeli que 1983 deu vida ao personagem Meia Oito, militante de esquerda que não abandona o discurso saudosista sobre as causas revolucionárias e trava uma verdadeira batalha para continuar no armário. Em compensação, seu pupilo Nanico que compartilha de seus ideais, assume a homossexualidade “numa relax, numa tranquila, numa boa”.



Surgiriam em 1985 os caubóis Rocky & Hudson do cartunista Adão Iturrusgarai. As moçoilas satirizam a imagem máscula dos caubóis do bang bang americano. Clint Eastwood ficaria em choque se encontrasse com esses dois pelos saloons do velho oeste e provavelmente, seria paquerado por eles.
               


A DC Comics causou polêmica com a revelação da homossexualidade do herói Lanterna Verde, da série Earth 2, em junho deste ano. No painel realizado na Comic Con Internacional sobre a homossexualidade nos quadrinhos de super-herói, o escritor da HQ, James Robinson, contou que as críticas mais hostis foram feitas pelos leitores brasileiros.


A tendência em introduzir diversidade sexual nos quadrinhos ainda encontra resistência no Brasil. Mas editoras independentes vêm apostando no tema, como a Marca da Fantasia, que acaba de selecionar autores de histórias em quadrinhos que abordem questões ligadas à homossexualidade.
Vale à pena conferir o trabalho desses autores e também abrir a cabeça para as transformações que estão por vir nos quadrinhos!


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